♥ Amores Imperfeitos ♥ : Capitulo 2
Mel Pov
Passei algumas horas no trânsito o que me deixou nervosa e quase descabelada. Ao chegar a sua casa – onde seria a entrevista – toquei na campanhia e uma senhora abriu a porta pra mim e pediu pra que eu sentasse no sofá e o esperasse. Passaram-se alguns minutos e eu já estava ficando impaciência, comecei a organizar os papeis e me entreti um pouco. Ao levantar o rosto vagarosamente percebi que ele já estava sentado a minha frente. Respirei fundo e levantei a cabeça de vez. Não pude acreditar quando vi quem estava na minha frente.
Chay POV
Eu sabia que seria ela quem viria fazer a entrevista. Desde que o Estevão me ligou pedindo pra marcar uma entrevista pro seu jornal eu logo me interessei. Na faculdade era o sonho dela trabalhar pra esse jornal e eu sempre acreditei que ela chegaria a realizá-lo. Por esses dias eu pesquisei sobre o quadro de funcionário do Jornal e vi uma foto sua como a funcionária do mês por ter conseguido fazer uma entrevista com Jovem Jogador. Falei ao Estevão que preferia ser entrevistado por alguém do sexo feminino, disse que sentia mais liberdade.
- Melanie Fronckowiak, quanto tempo – falei quando seus olhos se encontraram com os meus.
- Não acredito! Você é o C. Leão? Romântico? Desde quando? – disse sarcasticamente.
- Desde que eu perdi a oportunidade estar com a mulher que gosto por conta do meu instinto infantil como diria ela – disse isso enquanto eu a fitava. Ela estava com ódio nos olhos, não precisava nem se esforçar pra ver.
- Ah é? Bom, se eu soubesse que a entrevista seria com você não teria nem aceitado a vir – jogou os cabelos pra trás. Ela estava brava, muito brava.
- Então aceitou, tudo bem, tem que fazer a entrevista agora – cruzei os braços e sorri.
- Infelizmente. Eu tenho que me manter calma pra não avançar em você e te encher de soco. Não há pior sensação do que dividir o mesmo espaço com você Chay Suede, você me causa náuseas, enjôo… – sabia que me odiava, mais não tanto. Enquanto jogava suas sensações horrendas em minha cara tive que manter a postura e não deixar transparecer o quanto eu me sentia mal por saber que ela sentia tudo aquilo quando me via. – Mais tudo bem, é profissional, eu vou fazer essa entrevista e jamais vou ver você outra vez – pegou uma caneta e alguns papeis, chegou até a amassar alguns.
- Isso. É profissional Melanie – disse isso enquanto me ajeitava no sofá e observava seus movimentos. Ela estava agressiva até com os próprios matérias de trabalho. Ela ficava linda irritada, quer dizer, ela é linda e ficava mais ainda de qualquer jeito. Mais quando ficava irritada e revirava os olhos, era a parte que eu mais gostava.
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